Sete Empresas da Região Recebem o Certificado Biosphere Commited

 
No âmbito do projeto MELHOR TURISMO 2020, desenvolvido pelo NERGA – Associação Empresarial da Região da Guarda, 7 empresas da região receberam esta terça-feira, 18 de junho, no Fórum Desenvolvimento Sustentável: Desafios e Oportunidades para os Destinos Alternativos, promovido por esta associação empresarial, o certificado BIOSPHER, atribuído pela Biosphere Responsible Tourism.

 

Esta certificação é o resultado do trabalho desenvolvido pelas empresas no projeto Melhor Turismo 2020, programa de formação-ação promovido pela Confederação de Turismo de Portugal e desenvolvido pelo NERGA, ao abrigo de uma candidatura apresentada ao COMPETE 2020, com a finalidade de modernizar os modelos de negócio, a organização e as práticas de gestão e contribuir para a afirmação de Portugal como destino turístico de referência.
 
Enquadrado na estratégia de eficiência coletiva das Aldeias Históricas para o território, o NERGA assumiu como desígnio para o desenvolvimento do programa o turismo sustentável e a qualificação das empresas do setor neste domínio.  
 
Este programa, com início em 2017, envolveu a participação de 12 empresas do setor turístico, como alojamento, restauração e animação turística, pertencentes aos concelhos de Guarda, Manteigas, Figueira de Castelo Rodrigo e Manteigas, tendo no final recebido o certificado BIOSPHER, 7 das empresas participantes, as restantes optaram por abordar outras temáticas.
 
A entrega de certificado decorreu na Aldeia Histórica de Linhares da Beira, no concelho de Celorico da Beira, Guarda, durante a realização de um fórum de desenvolvimento sustentável sobre "Desafios e Oportunidades para os Destinos Alternativos", promovido pelo NERGA, em parceria com as Aldeias Históricas de Portugal, a AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa, AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu e a ADDLAP – Associação de Desenvolvimento Dão Lafões e Alto Paiva.
 
Este Fórum contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, do presidente do Turismo do Centro, do presidente da Associação das Aldeias Históricas de Portugal, entre outras entidades que participaram na iniciativa.
 
O presidente da Associação das Aldeias Históricas de Portugal, António Robalo, disse à agência Lusa que a distinção hoje atribuída resultou de um plano de formação realizado durante cerca de dois anos de trabalho conjunto.
 
Segundo o responsável, "qualificar, certificar, melhorar e estruturar" os recursos existentes na área de abrangência das Aldeias Históricas "é extremamente importante". "Esse trabalho não é só das instituições e deve ser feito com os agentes privados", em setores como alojamento, restauração, animação turística e agências, assumiu. 
 
António Robalo disse que as Aldeias Históricas, como um destino de turismo alternativo, têm desafios pela frente e é preciso envolver os privados na "certificação e qualificação" do serviço prestado aos clientes. "Poderão pensar que qualificar e certificar é um processo caro e inútil, mas não é. É um processo essencial para a qualificação de uma oferta turística em territórios que são qualificados, que são excelentes. O nosso território já é excelente, as pessoas, as identidades e a nossa História são excelentes. Nós precisamos de ter uma excelência nos serviços que prestamos na região", afirmou António Robalo.
Na sessão de abertura do fórum, o presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, disse que para as empresas "está em causa a competitividade dos territórios" e a "sustentabilidade dos vários modelos de negócio".
 
O responsável reafirmou que, no médio prazo, "o verdadeiro luxo" turístico estará nos territórios do Interior do país, onde existe tranquilidade, silêncio e segurança.
"Isto não se encontra nos destinos massificados, isto já não se encontra nas grandes áreas urbanas, encontra-se em territórios com estas características. É por isso que este diamante tem que ser muito bem estruturado, tem que ser muito bem lapidado", defendeu.
 
O presidente da AIRV, João Cotta, alertou que não se pode falar de turismo sustentável "sem se falar do respeito e da preservação dos recursos naturais", enquanto Pedro Tavares, dirigente do NERGA, reconheceu que as Aldeias Históricas são "importantes" para atrair visitantes para as regiões onde se inserem.
 
Carlos Ascensão, presidente do município de Celorico da Beira, disse esperar que a iniciativa "seja mais um passo" para territórios que "bem precisam" de promoção e de desenvolvimento.
 
O Programa de Formação-Acção “Melhor Turismo 2020”, desenvolvido pelo Organismo Intermédio da CTP – Confederação do Turismo de Portugal, é co-financiado pelo Fundo Social Europeu e enquadra-se no Eixo III – Promoção da Sustentabilidade e da Qualidade do Emprego, na modalidade de Projectos Conjuntos, do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das PME, do COMPETE 2020.
 
Texto: NERGA | Fonte: Agência Lusa 

 

 
 
 

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